Lá vem o Javali, a bufar pelo mato,
Com o focinho sujo e um cano bem chato.
Não precisa de banho, não quer etiqueta,
Ele quer é enfiar-te... a sua baioneta!
É bicho de raça, tem a presa afiada,
Em qualquer academia, não nega uma entrada.
Ele entra com tudo, sem fazer um ruído,
Deixa o rasto de lama e o inimigo moído!
É bruto, é ranhoso, é puro animal,
No mato ele é rei, no quarto é o tal.
Ó Javalidomato, com esse lombo de aço,
Dá lá uma marrada e ocupa o teu espaço!